
Este é um pequeno presente de Natal a todos que me acompanharam este ano. Grande beijo!















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Retorno ao Sketchbook
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Quadrinhos Azedos – Página 9
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Vlog (em inglês)
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Vlog (em inglês)
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Atrasos dos Quadrinhos
Este é um pequeno presente de Natal a todos que me acompanharam este ano. Grande beijo!
Oiri’s Adventure is a monthly independent manga made by Felipe Coutinho from Brazil. It tells the story of Oiri, a child looking for his twin who was separated from him when they were children. Since, Oiri started his adventure, making friends and fighting against the villains.
If you like my job and want to support me, e-mail me at [email protected].
Reviewing texts by Alexandre Baptista
Did you like Oiri’s adventure?
We’ll be back next month with the next chapter
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Olá, colega quadrinista! Hoje divulgo uma oportunidade: Niterói está com edital aberto para a aquisição de ativos culturais (HQs, clipes, filmes, zines, poesia, prosa, contos, videoarte, arte digital, pintura) de artistas residentes na cidade. Não é um edital para gestação de projeto, é para a aquisição de obras prontas, então você pode inscrever aquele seu trabalho já realizado para ser disponibilizado pela prefeitura em sua secretaria de cultura em diferentes mídias e ocasiões. Trata-se de uma baita oportunidade de contribuir com a cultura local, arte produzida pela rica cultura popular niteroiense.
Serão 300 projetos contemplados com 2000,00. Em contrapartida, a prefeitura terá o direito de publicar e veicular os trabalhos selecionados por seis anos (o que não impede que os artistas continuem publicando e veiculando os próprios trabalhos).
Uma ótima iniciativa que fomenta a arte local e, como diz o próprio edital, intenta diminuir as desigualdades de oportunidade de publicação e divulgação dos trabalhos feitos por artistas de diferentes camadas sociais. Importante salientar que o edital prevê reserva de cotas para grupos minoritários, a qual é de extrema importância na democratização da arte, cultura e na produção de conhecimento.
As inscrições vão até dia 16 de novembro! Saiba mais em:
https://culturaeumdireito.niteroi.rj.gov.br/ativos-culturais-2
Oiri’s Adventure is a monthly independent manga made by Felipe Coutinho from Brazil. It tells the story of Oiri, a child looking for his twin who was separated from him when they were children. Since, Oiri started his adventure, making friends and fighting against the villains.
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Acho que, assim, ninguém está muito bem. Se não todos, a maioria; se não a maioria, muita gente; se não muita gente, eu; risos. Mas o ponto é que tenho experimentado muitos sentimentos conflitantes de quase todas as ordens e não poderia ser diferente no meu trabalho.
Quando falta ânimo para seguir desenhando, não há fórmula a seguir para resolver a situação. Inclusive, fórmulas prontas de terceiros costumam não ser interessantes, isso quando não são péssimas. Justamente por isso, friso que este não é um post prescritivo do tipo “5 passos para obter qualquer coisa”. Inclusive, salvo as boas exceções, listas são um negócio meio qualquer coisa também.
Como o ânimo para seguir fazendo algo que se pareça com arte tem sido raro, afinal de contas, não tem como estar alheio aos acontecimentos locais e globais, tenho retornado às minhas raízes. Com isso quero dizer que estou revisitando as coisas que me deixavam pilhado para desenhar quando eu era mais novo e nesse sentido é impossível não passar pelos mangás…
Revisitei a minha pilha de mangás que ficam na estante. Vários exemplares de Angel Sanctuary, Dragon Ball Z, Shaman King, Sanctuary, Dr. Slump, Cavaleiros do Zodíaco e alguns Manhwas como Priest e Angry fazem parte da lista que tenho folheado para me inspirar da mesma forma que inspiravam quando eu era adolescente.
E assim tenho feito…
E assim surgiu a vontade de desenhar uma história que sera objeto dos próximos posts por aqui.
Em breve, novidades. Até mais!
Para se comunicar comigo, envie e-mail para [email protected] ou siga no Twitter @limaomaisvelho.
Quadrinista e professor de Artes
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Hoje me ocorreu que, no ano passado, e em 2023, não tive um sketchbook sempre à mão para quando algo me ocorresse, e que isso não foi benéfico para a minha produção poética. Por conta disso, amanhã terei um compromisso de primeira ordem: comprar novos cadernos. Não quero comprar na Internet, quero me deslocar até…
Mais uma página de Quadrinhos Azedos depois de mais de um mês de hiato. Mais sobre esse tempo será falado nas próximas postagens.
Mais uma vez gravo um pouco do processo enquanto treino também o inglês. Acaba funcionando como um estudo duplo.
Depois de ontem, um recado para quem quiser ouvir e receber: a rua, o Rio de Janeiro, o Brasil, a América Latina e toda Abya Yala: esperança.
Esperança, substantivo feminino é um trabalho que nasce depois de uma experiência de violência vivida. Uma tela de celular printada que vira um lambe. O celular que, durante a troca de tiros, pipocava com mensagens de preocupação é o mesmo que tirou as fotos e é onde escrevo este texto. O lambe, aplicado pela segunda vez depois de molhar e rasgar, vai para o mesmo lugar onde a violência ocorreu com uma mensagem: esperança.
Quando a coisa apertou, mandei mensagem para a minha mãe, que me respondeu me acalmando. Daí o nome: esperança.
Daí que o choro de quem perdeu um filho ecoa. Daí que as pessoas saindo assustadas depois de tudo. Daí que o sangue nas calçadas. Daí que as memórias. Daí que o trauma. Os sons. A tristeza. Tudo. É possível ter esperança na dor mais aguda da vida?
Pessoas se consolam. Não diminui a dor, os gritos, revolta, saudade, arrependimentos. É o que dá pra fazer. Nesses abraços de consolo vejo muitas coisas, das quais destaco esperança.
Horas depois, lavando as calçadas cheia de sangue, podando uma árvore, um vizinho diz: “não é isso que vai tirar a nossa alegria de viver”: esperança.
Com toda a solidariedade, respeito e humildade peço licença para desejar a todos que mantenham a esperança. Quem tá aqui, não tem jeito, tá sempre com ela.
Esperança, substantivo feminino.
Lambe. 160x72cm
Ainda não escrevi sobre, acredito que porque, ainda, não tinha percebido a dimensão das mudanças na minha vida com o ciclo que concluí recentemente na UERJ — finalmente estou formado e autorizado a dizer, formal e institucionalmente, que sou professor de artes, arte-educador, como também dizem. Mas hoje, olhando no sistema e vendo que a colação de grau consta lá — e dando entrada no pedido de diploma — a ficha caiu retumbante. Daí que estou aqui, escrevendo.
Sempre fui um sujeito das artes. Quando mais novo, muito enfeitiçado pela história da carochinha do gênio que vence todas as adversidades — ou fracassa desgraçada e romanticamente sendo reconhecido após a morte -, tentei de muitas formas me legitimar nos espaços. De algumas formas, consegui. Mas a conta por se legitimar sozinho, para pessoas como eu, é alta demais; tão cara que, depois de alguns anos, não tinha mais estrutura psicológica para continuar me bancando, me afirmando, etc. veio um período de crise, interna e externa, e não deu mais. Veio a necessidade de reinvenção.
Assumir que, em meu caso, a aspiração ao “gênio” como narrativa era, em larga medida, fruto de uma miragem rasteira da lógica neoliberal foi dolorido, bem mais do que a minha máscara leonina gostaria de admitir e, claro, levei muito tempo para suturar essa ferida narcísica e adotar uma postura tão afirmativa quanto possível para seguir adiante reconstruindo-me também como possível.
A sala de aula me atravessou muito cedo. Uma amiga disse lá no começo que eu tinha um dom quase mágico para dar aulas. Em uma pequena medida ela estava certa, mas só o suficiente para significar que, sim, a sala de aula era um lugar onde eu me sentia bem em ocupar. Erros e acertos, claro; mas sempre mantive uma ética de que me orgulho e sempre pensei esse lugar, a sala, como feito para o aluno acima de qualquer vaidade — muita — que eu tivesse.
Após a crise, pelo menos a interna, se aquietar minimamente, fiz o vestibular e passei. Encontrei professores maravilhosos, colegas incríveis e eu, que já tinha me desenganado quanto a ideia de estar numa universidade pública, me vi ali, ocupando uma, sendo parte de uma. Emoções mil (acho que li numa das cartas do Caio F.), cansaço, suor e lágrimas, mas a cada período a certeza se sedimentava: a sala de aula é mesmo um lugar para mim. Nada fácil. Nunca é. E quantas ambivalências! Falar terrivelmente mal de um professor num dia e, às vezes, no mesmo dia ser surpreendido com um ato maravilhoso daquele que até há pouco era teu algoz. A sala de aula é foda, risos.
Durante um tempo, acho que lá por 2016, eu entrava no site do Iart para ver a ementa do curso e ficava estudando sozinho para me inteirar das coisas que naquela época eu achava que não eram mais possíveis para mim. O que quero dizer é que quando entrava no site eu me sentia muito melancólico porque não estava ali (formalmente estudando), porque estava às margens e, naquela época, ainda estava sarando a ferida de que mencionei a pouco — aquela de quando o vidro com a projeção do mito do gênio se estilhaçou na minha frente desencadeando o começo da crise e a necessidade de reinvenção. Importante afirmar que, claro, estava enganado: aquele lugar poderia, sim, ser o meu lugar também.
Ainda bem que tive o discernimento de entender isso.
Todo professor da minha formação foi muito importante, até os péssimos. Acontece, né? Se tem o ótimo, tem o péssimo. Inclusive, acontece de ser um péssimo aluno também. E nem precisa faltar pra isso, ou mandar mal numa prova, ou sei lá o quê; para ser um péssimo aluno basta estar de ouvidos fechados, não querer troca. Em vários momentos me vi assim, indisposto à troca. Não me arrependo nenhuma vez de ter revisto essa posição obtusa.
Há pouco estava lendo o Paulo Freire. Estou estudando para um concurso. Sinto que as coisas começam a mudar e que agora tenho, como nunca tive, planos sólidos para o futuro. Sólidos porque tenho para me amparar, centenas de colegas e professores que agora são meus pares e por isso já não me afirmo sozinho, já não preciso procurar brechas para me legitimar sozinho. A legitimação de agora é coletiva e isso é muito, mas muito, bom mesmo.
Como disse, estou estudando para um concurso. Espero passar, ter estabilidade, retribuir o que, tão suado, meus pais fizeram por mim. E também, claro, o que eu fiz por mim, porque de fato foi um feito coletivo (sem as múltiplas redes de apoio, família, companheira, colegas, professoras não seria possível), mas também individual. (e aqui julgo necessário marcar e agradecer ao cuidado que tive comigo mesmo em me dar uma nova chance)
Entrei na licenciatura do Iart extremamente vaidoso — do tipo melindroso, veemente às vezes vazio -, saio vaidoso. Mas cheio de dúvidas.
E isso é muito, muito, bom mesmo. Risos.
IART, obrigado por tudo.
Na aula de hoje, falaremos um pouco das relações étnico-raciais no contexto brasileiro e como isso dialoga com as nossas autorrepresentações, tanto as coletivas quanto as individuais.
Partiremos da semana de 22, que é o ponto de partida das aulas do semestre. E representando a semana, temos duas pintoras muito importantes na história da arte brasileira: Anita Malfatti e Tarsila do Amaral: ambas mulheres brancas que, como vimos nas aulas anteriores, romperam com alguns padrões estéticos da academia de belas artes, esta muito calcada num classicismo.
Vamos debater um pouco sobre essas duas representações antes de seguirmos com o texto…
Após o debate, falaremos um pouco sobre uma obra do Cândido Portinari, mais um artista muito importante na história da arte brasileira. Portinari que, muitas vezes, é citado como o mais clássico dos modernistas.
Todos os quadros até o momento debatidos sai representações de pessoas. Há uma tentativa de representar a si mesmo individualmente, mas também como nação. Há uma uma tentativa “desidealizar” as nossas características nacionais; entretanto, paradoxalmente nessa tentativa novas idealizações foram feitas.
Vamos pausar um momento para debater sobre representação e autorrepresentação. Quem pode falar por nós mesmos? Eis aí o lugar de fala.
Falaremos agora um pouco sobre histórias em quadrinhos:
Todos os três quadrinhos mencionados falam das próprias vidas dos autores. Falemos um pouco deles.